quinta-feira, 11 de novembro de 2010


O EMPURRÃO...

A águia empurrou gentilmente seus filhotes para a beirada do ninho. Seu coração se acelerou com emoções conflitantes, ao mesmo tempo em que sentiu a resistência dos filhotes a seus insistentes cutucões. Por que a emoção de voar tem que começar com o medo de cair? Pensou ela.

O ninho estava colocado bem no alto de um pico rochoso.
Abaixo, somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos filhotes. E se justamente agora isto não funcionar?

Apesar do medo, a águia sabia que aquele era o momento.
Sua missão estava prestes a se completar, restava ainda
uma tarefa final o empurrão. A águia encheu-se de coragem. Enquanto os filhotes não descobrirem suas asas não haverá propósito para a sua vida.

Enquanto eles não aprenderem a voar não compreenderão o privilégio que é nascer águia. O empurrão era o menor presente que ela podia oferecer-lhes. Era seu supremo ato de amor.

Então, um a um, ela os precipitou para o abismo. E eles voaram! Às vezes, nas nossas vidas, as circunstâncias fazem o papel de águia. São elas que nos empurram para o abismo.

E quem sabe não são elas, as próprias circunstâncias,
que nos fazem descobrir que temos asas para voar.
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010


A Velhice

Ana Cintra conta que seu filho pequeno - com a curiosidade de quem ouviu uma nova palavra mas ainda não entendeu seu significado

- perguntou-lhe: "Mamãe, o que é velhice?"

Na fração de segundo antes da resposta, Ana fez uma verdadeira viagem ao passado. Lembrou-se dos momentos de luta, das dificuldades, das decepções.


Sentiu todo peso da idade e da responsabilidade em seus ombros.
Tornou a olhar para o filho que, sorrindo, aguardava uma resposta.

"Olhe para meu rosto, filho", disse ela. "Isso é a velhice".

E imaginou o garoto vendo as rugas, e a tristeza em seus olhos.


Qual não foi sua
surpresa quando, depois de alguns instantes, o menino respondeu:

"Mamãe! Como a velhice é bonita!"


Medo de tentar

Aprenda que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprenda que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprenda que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mais isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame,não significa que esse alguém não saber amar, contudo, o ama como pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabe como demonstrar ou viver isso.

Aprenda que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma seriedade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprenda que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.

Aprenda que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores... E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.

E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar,

SENÃO FOSSE O MEDO DE TENTAR.


O tolo

Conta-se que, há muito tempo, numa pequena cidade do interior, um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, que vivia de pequenos biscates e esmolas.

Diariamente eles chamavam o bobo ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande, de quatrocentos réis, e outra menor, de dois mil réis. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.

- Eu sei - respondeu o não tão tolo assim - ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda.
Há várias conclusões para essa pequena narrativa. A primeira: quem parece idiota, nem sempre é. Dito em forma de pergunta: quais eram os verdadeiros tolos da história?

Outra conclusão: se você for extremamente ganancioso, acabará por estragar sua fonte de renda. Mas a conclusão mais interessante é a percepção de que podemos estar bem mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas o que realmente somos!

Agora é a sua vez!

Há algum tempo atrás uma mãe puniu seu filho de cinco anos por estragar um rolo de papel dourado que ia, por fim, decorar uma caixa a ser colocada sob a Árvore de Natal.

Na manhã seguinte à noite de Natal, o menino trouxe a caixa e entregou-a à mãe dizendo:

- Isto é para você, mamãe.

A mãe ficou embaraçada por sua reação precipitada, mas sua raiva aflorou, novamente, quando viu que a caixa estava vazia, e falou rudemente com o menino: - Você não sabe que quando se presenteia alguém é esperado que haja alguma coisa dentro do pacote?

O menino olhou-a em lágrimas e disse:

Oh, não está vazia, mamãe. Eu soprei dentro dela, até ficar cheia de beijos.

A mãe ficou arrasada. Ajoelhou e pedindo perdão por sua ira irracional, abraçou-o com ternura. Um acidente tirou a vida do menino pouco tempo depois e é sabido que a mãe guardou aquela caixa dourada perto de sua cama por todos os anos de sua vida.

Sempre que estava deprimida ou tinha de enfrentar problemas, ela abria a caixa e imaginariamente tirava um beijo e lembrava o amor que a criança colocou lá.

Verdadeiramente, cada um de nós, seres humanos, temos recebido uma caixa dourada repleta do amor de nossos filhos, família, amigos e de DEUS.

Não há maior tesouro a se possuir.


Pão velho

Era um fim de tarde de sábado. Eu estava molhando o jardim da minha casa, quando vi um menino parado junto ao portão, me olhando. - Dona, tem pão velho? - perguntou ele.

Essa coisa de pedir pão velho sempre me incomodou... Olhei para aquele menino tão nostálgico e perguntei: - Onde Você mora? - Depois do zoológico.

- Bem longe, hein? - É... mas eu tenho que pedir as coisas para comer. - Você está na escola?
- Não. Minha mãe não pode comprar material.
- Seu pai mora com vocês? - Ele sumiu...

E o papo prosseguiu, até que eu disse: - Vou buscar o pão. Serve pão novo? - Não precisa, não. A senhora já conversou comigo, isso é suficiente.

Esta resposta caiu em mim como um raio. Tive a sensação de ter absorvido toda a solidão e a falta de amor daquela criança. Tão nova e já sem sonhos, sem brinquedos, sem comida, sem escola e tão necessitada de um papo, de uma conversa amiga.

Quantas lições podemos tirar desta resposta:
"Não precisa, não. A senhora já conversou comigo, isso é suficiente!"

Que poder mágico tem o gesto de falar e ouvir com amor! Os anos se passaram e continuam pedindo “pão velho" na minha casa... E eu dando "pão novo", mas procurando antes compartilhar o pão das pequenas conversas, o pão dos gestos que acolhem e promovem.

Este pão de amor não fica velho, porque é fabricado no coração de quem acredita Naquele que disse: “Eu sou o pão da vida!” Verifique quantas pessoas talvez estejam esperando uma só palavra sua...




O vendedor de balões

Era uma vez um
velho homem que vendia balões numa quermesse.

Evidentemente, o homem era um bom vendedor, pois deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores de balões.


Havia ali perto um
menino negro. Estava observando o vendedor e, é claro apreciando os balões.

Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco.


Todos foram subindo até sumirem de vista.

O menino, de olhar atento,
seguia a cada um.
Ficava imaginando mil coisas...


Uma coisa o aborrecia, o homem não soltava o balão preto. Então aproximou-se do vendedor e lhe perguntou:


- Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?


O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse:


-
Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir.